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O desenvolvimento da Identidade Visual do Grupo de Pesquisa é o ponto central do projeto aqui apresentado. Partindo do processo de construção do conceito da Marca e culminando nas definições de um Sistema de Identidade Visual (S.I.V.) capaz de representar graficamente a proposta do grupo de pesquisa. Este foi o primeiro projeto de Identidade Visual desenvolvido no âmbito do GP, detalhamos seu processo de construção a seguir.

Sistema de Identidade Visual LED

Laboratório de Experimentação em Design

Um dos primeiros projetos do nosso grupo de pesquisa foi desenvolver o Sistema de Identidade Visual do próprio grupo. Era preciso criar um conjunto de elementos gráficos que fossem capazes de sintetizar o conceito por trás de nosso trabalho.

O projeto teve como objetivo o desenvolvimento da Identidade Visual do Grupo de Pesquisa, partindo do processo de desenvolvimento do símbolo do LED (Laboratório de Experimentação em Design) a partir de uma metodologia híbrida, que aliou a pesquisa bibliográfica à experiência prática, assimilando métodos, técnicas e ferramentas propostas por diversos autores, adaptada e aplicada pelo grupo responsável pela execução do projeto. A fluidez é o termo que melhor deve representar o símbolo, já que é uma característica que faz parte da cultura do programa e sua equipe

O desenvolvimento se deu, partindo-se de adaptações de processos descritos na literatura do desenvolvimento de sistemas de identidades visuais, bem como do design da informação, do design gráfico e ainda do design de produto. Para a fundamentação teórica do processo de modelagem da metodologia e desenvolvimento das soluções apresentadas no projeto, temáticas relacionadas à estudos de caso e revisão bibliográfica sobre metodologias híbridas, co-design, sistemas de identidade visual e ferramentas para potencializar a criatividade foram essenciais para embasar as decisões projetuais do presente projeto.

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Dentro dessa perspectiva, buscou-se fomentar, durante o desenvolvimento do projeto de identidade visual para o LED, um ambiente de troca onde tarefas eram realizadas em grupos e os resultados obtidos, em cada uma das atividades, eram compartilhados, no sentido de não se estabelecer autorias individuais de ideias, conceitos e resultados.

Assim, notou-se que, ao permitir que um terceiro ator interfira e interaja com os resultados produzidos, cria-se uma simbiose entre os participantes. As ideias passaram a ‘pertencer’ ao coletivo, não sendo associadas a esse ou aquele integrante.

Grandes resultados requerem visão, comprometimento e colaboração. Colaboração não significa consenso ou compromisso. Ela evolui a partir de um foco aprofundado e genuíno na resolução de problemas, gerando uma percepção interdependente e interligada. [...] A colaboração requer a habilidade de conter os julgamentos, ouvir com atenção e transcender as políticas. 

 

(Wheeler, 2008: 84)

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Desde o início o processo de elaboração da marca se baseou em uma cultura de colaboração, tanto por ser parte do que o LED acredita, quanto por acreditarmos que o estímulo coletivo tem muito a agregar no processo de criação.

Cabe ao designer produzir um conjunto de elementos gráficos que possam desencadear junto ao receptor uma série de associações de significação sobre a marca. É função da identidade visual suscitar essa atribuição de sentido, já que as teorias da percepção convergem no sentido de afirmar que a visão é o meio mais eficaz para iniciar esse processo.

Foi durante desenvolvimento da primeira fase que chegamos aos conceitos que guiariam toda a concepção visual do projeto. Era preciso sistematizar como traduzir graficamente as características da marca e, sobretudo, hierarquizar esses predicados que queríamos associados ao nosso grupo de pesquisa.

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Pesquisa de Referências Visuais

Considerando os aspectos relacionados à fluidez, originalidade e ludicidade, aliados aos termos que fizeram parte do mapa conceitual como luz própria, profundidade, impulso, maleabilidade e transparência, a equipe definiu que a água-viva era o elemento que melhor seria capaz de representar o LED. A água viva também é translúcida, o que simbolicamente foi visto como um aspecto positivo por permitir algumas conexões com a ideia de tecnologia e transparência na execução das atividades do programa. Um  painel gráfico foi elaborado, trazendo referências de espécies de águas-vivas.

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Método 635

O método 635 se encaixa dentro do grupo de brainstorming, que se caracteriza pela familiarização com o problema, registro espontâneo de ideias em formulários, e a troca dos mesmos entre os participantes (Pazmino, 2015). Na execução deste, cada integrante elabora ideias para a solução do problema durante um período de 5 minutos e passa adiante.

A água viva foi escolhida tanto por suas características morfológicas, quanto pelo tipo de movimentação que desenvolve. Possuindo um corpo formado em 98% de água, seu contorno mais externo se move à medida que o animal se desloca, reforçando a ideia de fluidez contida no briefing. Sua movimentação se dá por um movimento de impulso gerado pelos tentáculos do animal. Durante o brainstorm foi analisado que essa característica agregava um valor simbólico consonante com as características definidas para o LED e, portanto, deveria ser adotada.

Por último, ainda se considerou que a sigla LED faz referência a um tipo de iluminação que também dialoga com a representação da água-viva, pelo fato da mesma possuir um sistema de iluminação próprio, chamado de Bioluminescência. Esse sistema permite a emissão de luz a partir de suas células em grandes profundidades do oceano. Assim, possibilitando a observação do seu movimento e padrões cromáticos que fazem parte da sua configuração e gerando parte das alternativas do 635.


 

Após a fase de criatividade, passamos ao refinamento das ideias com a vetoriazação, ajustes de forma e proporção, chegando na versão final da marca que é detalhada no manual de identidade visual.

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